Arquivo de Tag | Caetano Veloso

Uma, duas, mais ou nenhuma MPB

Um artigo de Rômulo Fróes em que ele, através da análise dos trabalhos recentes de Chico Buarque e Caetano Veloso, aponta direções para a canção brasileira, teve desdobramentos diversos em debates nas redes sociais. Assunto: a existência (ou não) de uma cisão da produção atual em duas premissas distintas: os que partem do paradigma melodia/harmonia, [...]

Chico, Caetano e a canção – por Rômulo Fróes

Rogério Skylab afirmou que Rômulo Fróes é o arauto da nova geração da MPB (o que, não sendo uma ironia do Skylab, é um baita elogio). Rômulo tem um trabalho que consegue ao mesmo tempo dialogar com tradições (a influência de Nelson Cavaquinho guiou sua música por muito tempo) e apresentar possibilidades de desenvolvimento, mesmo [...]

Negão, neguinha, neguinho

Eu sou negão nem se chamava assim. O título era Macuxi, muita onda, e foi assim, com o título que a consagraria apenas entre parêntesis, que saiu no álbum gravado às pressas para dar vazão ao tremendo sucesso radiofônico . O Produtor musical Paquito conta a incrível história: Eu sou negão não é bem uma [...]

Paul Simon em Limoeiro, no Pelô, no Haiti

Em 1986, Paul Simon se reinventou. Um dos maiores cancionistas americanos, com os dois pés fincados fundo na tradição folk, fez um álbum com uma plêiade de músicos africanos. Graceland foi um sucesso estrondoso e mundial, e nem podia deixar de ser: canções primorosas como as que ele sabia e sabe fazer, com uma embalagem sonora [...]

As exegeses do bilhete à diarista

Depois da exegese dos posts anteriores (aqui e aqui), é bom mostrar o outro lado – ou seja, a sanha da interpretatice, o culto à personalidade e a vontade de ganhar alguma notoriedade em cima da obra alheia, alimentando múltiplos significados que acabam dando mais notoriedade a quem consegue arrancá-los da obra que ao próprio autor, que [...]

Rock’n Roll, Rock Errou, Rock’n Raul

Polêmicas e desafios entre compositores se resolvem no ringue da canção. Quando esta regra é seguida, quem lucra é o público – que o digam Noel Rosa e Wilson Batista, que travaram a famosa disputa sobre as qualidades do bairro de Vila Isabel, gerando nada menos que nove sambas primorosos. Lobão e Caetano Veloso vem [...]

A utopia Itapuã

Nas aulas-show que já comentei e recomendei aqui intituladas O Fim da Canção, na Rádio Batuta do Instituto Moreira Salles, José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski dissecam no capítulo Visões do Paraiso uma canção em particular: Saudade de Itapuã (Coqueiro de Itapuã) – Dorival Caymmi A análise de Wisnik e Nestrovski vai desde como Itapuã era um local afastado da cidade nos anos 40, assim [...]

E agora, José

Vão falar, e com razão, que não consigo ficar mais de uma semana sem falar de Caetano Veloso aqui no blog (não sou o único, veja aqui). Mas o fato é que esta canção me apareceu avassaladoramente pela frente esta semana. E é uma canção que me impressiona pela unidade de seus elementos, ao mesmo [...]

Discoteca Brasílica – Brasil, Aquarela do

Em 1981, João Gilberto gravou uma aula de Brasil, e, de quebra, de como ser João Gilberto. Na classe, dois alunos: Caetano Veloso e Gilberto Gil – com uma participação de Maria Bethania. O álbum Brasil, com apenas seis faixas em menos de meia hora, é uma síntese musical que ultrapassa a Bossa Nova e [...]

Existe música para crianças?

Outro dia botei aqui um texto sobre músicas de duplo sentido (aqui) que começava com o relato de uma festa infantil, e a maioria dos comentários, inclusive no Facebook, foi sobre música para crianças, e não sobre o tema do texto. Ouço música pra crianças… desde criança. Nunca deixei de ouvir, e quando minha filha nasceu [...]

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