To get

Esse post eu peguei (I got) do ótimo Duas Fridas, blogue de mulherzinha, mas e daí, qual é o problema? (Eu ia dizer, mulherzinha, mas inteligente, mas aí achei demais. Quer dizer, demais da minha parte. Ah, deixa pra lá). O que me chamou a atenção foi como é que as diversas atribuições de sentido dadas a uma mesma palavra – afirmativas, negativas, esperançosas etc. – são acompanhadas pelo espírito dos arranjos – desvairados, soturnos, celebratórios etc. Mais adiante me estendo, como de costume. Beijos, Helê, que não conheço pessoalmente, e Mônix. E parabéns pro Christian, que nem sei quem é.

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Os caras de uma banda chamada New radicals* defendem que you only get what you give, o que soa um tanto cínico e interesseiro, meio ‘toma lá, dá cá’ –  mas a canção é boa e não se pode dizer que eles estão errados de todo (*acho graça nesse nome só de pensar no oposto, “old radicals”).

Já o Jimmy Cliff, com o sempre ensolarado reggae, garante que you can get it if you really want it –  não sem tentar bastante.  Funcionou pro Jack Nicholson, ao menos, numa cena hilária de “Alguém tem que ceder” em que ele quer voltar à atividade sexual depois de um infarte.

Gregory House diz a que veio no primeiro episódio da série, quando cita “o filósofo Jagger”.  Ninguém soa mais verdadeiro para mim que Mick ao advertir que you can’t always get what you want. Um clássico inconteste, um verso conciso, áspero  e belo. Depois de repetir a sentença –  uma, duas vezes, talvez para aniquilar qualquer dúvida ou otimismo inconsequente -, ele reconhece a possibilidade de que, sometimesyou just might find what you need. Dureza a vida real, né?

Sabendo de toda essa dificuldade, Janis Joplin aconselhou com sua voz rascante e urgente: não dispense amor e afeição,  get it while you can. Para alguém que teve uma vida tão curta quanto intensa, a canção tem ares quase premonitórios.

Michael Jackson teve a mesma sacada, quando ainda era preto, no que eu creio que foi seu primeiro sucesso solo. Ainda não havia ali a angústia embebida em solidão, álcool e outras cositas mais de Dona Janis, mas outro tipo de premência: a avidez juvenil, aquela que quer sorver a vida em grandes goles. Michael, ainda muito jovem, já era esperto o suficiente para decretar: don’t  stop ’til you get enough.

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Apenas um pretexto para uma pleilist. Ou uma lição de inglês sobre o verbo to get. Ou umas canções que me ocorreram porque ultimamente I can’t  get no (satisfaction), at all. But I try.

Ou ainda um jeito diferente (e barato) de desejar que o Christian, no dia do aniversário dele, gets everything he wants, needs  & deserves. Para um dos nossos mais leais leitores, tudo de bom e  só as melhores canções.

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2 comentários em “To get

  1. Ana Martins disse:

    Aí Túlio, amei e assinei.

    Aquele abraço!

    Ana Martins (da Spleb)

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