Mote e Glosa

Há canções sobre canções. Aqui, dois exemplos.

Luiz Tatit, junto com Ná Ozzeti, ambos oriundos do grupo Rumo, tem um imenso respeito desrespeitoso pela história da musica brasileira (quem ouviu o álbum Rumo aos antigos sabe).

Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

Eu voltarei, viu de Ná Ozzetti e Luiz Tatit

Vitor Ramil é um compositor arrojado, mais ligado à tradição dos Pampas, mas muito conhecedor da arquitetura de uma canção.

A Banda – Chico Buarque

De Banda – Vitor Ramil

As composições de Tatit/Ná e Vitor Ramil dissecam e reconstroem quase que verso a verso as originais, marcos da música brasileira, e ao mesmo tempo paisagens arquetípicas de um Brasil que às vezes parece ter ficado para trás, e às vezes está surpreendentemente presente. Desenvolvem os assuntos originais acrescentando tintas e leituras novas, do estilo de seus autores. Partem das melodias de Gonzagão e Chico para explorá-las pelo avesso, tomando motivos e reordenando-os até os deixarem distantes dos originais, mas ao mesmo tempo remetendo a eles. E apesar de referenciais, nem por isso deixam de ser canções perfeitas, acabadas – e excepcionais – por si.

Bem, não preciso fazer outras análises hoje. As canções fazem por mim.

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