Do som à imagem, da imagem ao som

Minha amiga Janis Clémen colocou no Facebook outro dia o vídeo Sonar, de Renaud Hallée. Vi, gostei e fui procurar outros trabalhos dele. Achei mais um, Gravité, e só. Ambos pareecem ter sido postados originalmente no Vimeo, e lá a única informação sobre o autor é a auto-definição:

I’m into film and animation as well as music composition.

Nos vídeos/composições, seguem-se caminhos inversos: em Sonar, a música parece ter vindo primeiro, e a composição visual ter sido pensada quase como uma partitura em movimento. Já em Gravité o ponto de partida parece ter sido o corpo, as relações da matéria, e dos sons resultantes e das possibilidades de movimento é que se fez a composição.

Sonar

Gravité

Assim como há compositores que fazem suas músicas sem pensar em nenhuma referência física – e os cantores e instrumentistas que se virem, há os que compõe pensando nas caracterísicas físicas do instrumento – e da voz. Ainda que seja para desafiá-los e levá-los a expandir suas possibilidades. Por outro lado, os primeiros também podem levar até criação de novos instrumentos. Isto não é sobre a canção. Mas bem que pode ser.

E quem tiver mais informações sobre o Renaud Hallée, cartas para a redação.

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