Arquivo de Tag | Gilberto Gil

Paul Simon em Limoeiro, no Pelô, no Haiti

Em 1986, Paul Simon se reinventou. Um dos maiores cancionistas americanos, com os dois pés fincados fundo na tradição folk, fez um álbum com uma plêiade de músicos africanos. Graceland foi um sucesso estrondoso e mundial, e nem podia deixar de ser: canções primorosas como as que ele sabia e sabe fazer, com uma embalagem sonora [...]

As exegeses do bilhete à diarista

Depois da exegese dos posts anteriores (aqui e aqui), é bom mostrar o outro lado – ou seja, a sanha da interpretatice, o culto à personalidade e a vontade de ganhar alguma notoriedade em cima da obra alheia, alimentando múltiplos significados que acabam dando mais notoriedade a quem consegue arrancá-los da obra que ao próprio autor, que [...]

Gil e a trilogia dialética dos Re – Parte 2

Os elementos do esquema básico do método dialético são a tese, a antítese e a síntese. A tese é uma afirmação ou situação inicialmente dada. A antítese é uma oposição à tese. Do conflito entre tese e antítese surge a síntese, que é uma situação nova que carrega dentro de si elementos resultantes desse embate. [...]

Gil e a trilogia dialética dos Re – Parte 1

Refazenda, Refavela, Realce. As três canções de Gilberto Gil, todas dando nome a álbuns, formam uma trilogia, segundo o próprio – noves fora o samba Rebento, que segue a linha do prefixo mas não ganhou autonomia suficiente para comandar um álbum, e Refestança, que não é canção e sim o álbum gravado ao vivo por [...]

Discoteca Brasílica – Banana, Chiclete com

Primeira possibilidade de início do texto: Gordurinha fez as músicas, Jackson levou a fama. Waldeck Artur de Macedo ganhou este apelido estranho como ironia por sua magreza, e ao fazer sucesso com músicas bem humoradas, ficou com fama de compositor/humorista, o que só prejudicou. Não que o Jackson não fosse compositor também. Mas foi sua performance [...]

Discoteca Brasílica – Brasil, Aquarela do

Em 1981, João Gilberto gravou uma aula de Brasil, e, de quebra, de como ser João Gilberto. Na classe, dois alunos: Caetano Veloso e Gilberto Gil – com uma participação de Maria Bethania. O álbum Brasil, com apenas seis faixas em menos de meia hora, é uma síntese musical que ultrapassa a Bossa Nova e [...]

Em Feitio de Oração

Gilberto Gil, ao longo de sua carreira, sempre oscilou entre álbuns em que explicita sua veia pop e outros em que tende para uma “brasilidade” mais explícita. Em 1998, foi à Noruega gravar, junto com Marluí Miranda, cantora e pesquisadora da música indígena (mas não só indígena) do Brasil, um de seus trabalhos mais ligados diretamente à [...]

(Quem?)2

Quantos significados pode ter uma palavra? E dentro destes significados, em quantas diferentes situações ela pode ser usada? Se pensarmos exclusivamente na palavra escrita (abstraindo sonoridades), acho que já chegamos ao infinito. Se incluirmos as possibilidades de expressão falada, chegamos ao infinito ao quadrado. E quando a voz de uma pessoa é colocada em outra [...]

A Canção como Mantra

Uma vez, há tempos, estava num show do Gilberto Gil, na concha acústica da UERJ, um anfiteatro com a platéia em semi-círculo. Lá, vi acontecer uma dessas comunhões entre palco e platéia que são o objetivo final de todo artista. Nâo lembro mais qual era a música. O fato é que houve um momento em que parecia não haver [...]

O Estrangeiro Caetano – uma coluna política

Caetano Veloso sempre gostou de fazer canções-manifesto. Podres Poderes, Vamo Comê, Fora de Ordem, são exemplos de letras enormes em que ele consegue colocar seu pensamento político bem articulado na música sem soar panfletário, como quando perguntava em 1987: “Quem vai equacionar as pressões do PT e da UDR e fazer dessa vergonha uma nação?” [...]

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 76 other followers